terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vídeo do I Encontro Nacional de Jovens Gays e outros HSH's

Veja o Vídeo na íntegra.

video

O I Encontro Nacional de Jovens Gays e outros HSH para a Prevenção, Solidariedade e Ativismo em HIV/AIDS reuniu mas de 150 jovens gays e outros HSH, entre 18 a 29 anos de idade, de todas as regiões do Brasil.

Roger Nascimento do APOLO fala sobre o que é ser jovem gay no Brasil.

Vídeo produzido por Vagner J. B. de Almeida

www.vagnerdealmeida.com

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

I Mostra de Filmes E– Belém na UFPA

O Grupo E-Belém realiza no próximo mês em Belém na UFPA a I Mostra de Curtas LGBT, será uma grande oportunidades de assistir filmes de curta duração com a temática LGBT, por sinal filmes muitos bons entre eles o premiadíssimo curta brasileiro "Café com leite".

Não percam...

Segue a programação


I Mostra de Filmes E– Belém:
Curtas LGBT
Período: 05 e 06 de Novembro
Hora: 15h
Local: Auditório Paulo Mendes (ILC)
Com emissão de certificado


Programação

Dia: 05/ 11 (quinta-feira)

Seminário: Homossexualidade e a perspectiva
foucaultiana.
Ministrantes: Thiago Nascimento (UFPA)

Oranges (2004) - Dois rapazes
conversam sobre suas experiências com o
sexo oposto, após um acidente de bicicleta.
Diretor: Kristian Pithie
Duração: 12’
País de Origem: Austrália

Starcrossed (2005) - Dois irmãos
se descobrem apaixonados dentro de
um ambiente totalmente contra a
vivência deste amor, a começar pela
família dos jovens.
Diretor: James Burkhammer
Duração: 15’
País de Origem: EUA

Si nos dejan (2008) - Uma dupla de
velhos joga xadrez. Um deles não consegue
se concentrar no jogo, por não tirar os olhos
de um jovem casal gay que, sem vergonha
alguma, se beijam apaixonados depois de
ter visto um casal hétero fazendo o mesmo.
Diretor: Alejandro Murillo
Duração: 4’

País de origem: Espanha
O Móbile – Adimiração (2009) -
Bárbara é uma artista plástica que se inspira
as interpretações de Nina, uma atriz, que
procura nas obras de Bárbara a essência de
suas personagens. Quando se conhecem, elas
se apaixonam loucamente e vivem um amor
intenso e forte. Uma admiração que se
transforma em um difícil dilema: o amor ou a
arte?
Diretor: Lilian Werneck
Duração: 25’
País de origem: Brasil

Dia: 06/ 11 (sexta-feira)


Apolo - Grupo pela Livre Orientação Sexual: Centro de Referência
LGBT

Crush (2000) – Robbie é um garoto gay
de 16 anos e Tina, uma garota de 12. Devido
a uma paixão que os dois possuem por um
mesmo seriado de TV, tornam-se amigos.
Com o aumento da amizade, Tina se
apaixona por Robbie, porém a verdade sobre
sua opção sexual vai afetar a vida dos dois.
Diretor: John Mckay
Duração: 27’
País de origem: Inglaterra

Em nome do Pai (2002) -
Em um subúrbio paulistano, uma
história aparentemente banal.
Uma família comum: pai, mãe,
dois filhos. E um cachorro.
Entretanto, o oculto, o perverso e
a violência dos desejos.
Diretor: Júlio Pessoa
Duração: 17’
País de Origem: Brasil

Café com leite (2007) - Danilo
está prestes a sair de casa para morar
com seu namorado, Marcos, quando
seus pais morrem num acidente. Seus
planos mudam quando ele se torna
responsável pelo irmão mais novo,
Lucas. Novos laços são criados entre
estes três jovens garotos. Enquanto
Danilo e Lucas precisam descobrir tudo
o que não sabiam um sobre o outro,
Marcos tenta encontrar seu lugar
naquela nova relação familiar. Entre
video-games e copos de leite, dor e
decepção, eles precisam aprender a
viver juntos.
Diretor: Daniel Ribeiro
Duração: 18’
País de origem: Brasil

Lucky Blue (2007) - Mostra o
envolvimento entre dois jovens - um
rebelde e o outro tímido e
responsável - durante as
preparações para um festival de
karaokê.
Diretor: Håkon Liu
Duração: 28’
País de Origem: Suécia



terça-feira, 29 de setembro de 2009

APOLO NA TV RBA Sábado, 03/10 às 22h

A Equipe do RBA Reportér, esteve nessa terça feira na residência do presidente Paulo Lessa, e realizou uma entrevista muito gostosa com alguns militantes do APOLO.


Temas como Família, descoberta da sexualidade, união estavel, adoção por casais do mesmo sexo, preconceito no trabalho, PLC 122/06, entre outros foram abordados pela reportér Flávia Araújo.

Paulo Lessa, fala sobre sua relação estável com Erik Campelo

Roger Nascimento, fala do preconceito que sofreu de sua mãe quando ela descobriu a sua homossexualidade.

Gleyce Barata, fala sobre o preconceito que sofreu em um Shopping de Belém ao entrar no banheiro feminino.

Luis Caio, fala sobre a sua Bissexualidade

Esses e muitos outros temas foram abordados pelos ativistas.

Não percam, o programa vai ao ar esse Sábado dia 03 de outubro às 22h na TV RBA/BAND canal 13. Belém Pará.
Por Roger Nascimento

UM MILHÃO DE PESSOAS NA 8ª Parada LGBT de Belém

APOLO, Participou efetivamente da Organização da 8a Parada LGBT de Belém, foi um grande sucesso, com um pouco de atrazo o 1° Trio saiu da Estação das Docas as 15h, e logo em seguida vieram os outros 05 trios, sendo o 2° trio do Movimento Estadual LGBT, e os outros trios dos nossos patrocinadores, Malícia Pub, Boate LUX, Boate Boca Xica e Raimbow Club.
O último trio terminou de tocar as 19h, e os shows já estavam rolando na Praça Waldemar Henrique, tivemos a apresentação de shows de Drag's e muito tecno brega, o encerramento ficou por conta mais uma vez da Banda Tecno Show, que contou com a Participação de Vivianne Batidão.
"A Parada desse ano teve um tom mais político, enfatizamos a questão dos vários tipos de preconceito, tivemos a participação do movimento de mulheres, das prostitutas, dos negros e negras e das Pessoas Vivendo com HIV/AIDS" Enfatiza Roger Nascimento, que apresentou o trio da Raimbow Club.
Com 01 MILHÃO E 100 MIL PESSOAS, dados fornecidos pela Polícia Militar, a Coordenação da Parada LGBT lamentou bastante a violência. "O público vem pra curtir, mas infelizmente a bandidagem na cidade está muito grande, fica difícil controlar a violência, nem a PM deu conta" Esclarece Paulo Lessa, Presidente do APOLO.


Galera da Organização, ainda na concentração.

Público na subida da Av. Presidente Vargas.



Coordenação da 8a PARADA LGBT DE BELÉM
APOLO, COR E GHP.



Por Roger Nascimento
Secretário Geral do APOLO

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

LESBOMIX e 8a Parada LGBT de Belém

8a PARADA LGBT SERÁ NO DOMINGO 27 DE SETEMBRO, NÃO PERCA.
CONCENTRAÇÃO ÀS 12H NA ESTAÇÃO DAS DOCAS.

LÉSBOMIX!!!!!!!!!!



O APOLO está na Coordenação Geral do LESBOMIX, nesse ano será a primeira vez que mulheres Lésbicas e Bissexuais, terão uma maior visibilidade.



"Isso é fruto de uma articulação das mulheres so APOLO com s mulheres do movimento LGBT estadual" enfatiza Janaína Oliveira do APOLO.




O LÉSBOMIX é sábado 26 de setembro às 19h na Praça Waldemar Henrique!!!

Participe, terá a escolha da Lésbica da Parada, e mta música pras lésbicas e mulheres bissexuais curtirem a vontade!

Essa noite será D'ELAS!!!



Por: Roger Nascimento





segunda-feira, 21 de setembro de 2009

APOLO Realiza Evento para 100 Pessoas em Outubro


I Fórum Social de Combate ao Preconceito
"Um outro mundo só é possível sem
MACHISMO, RACISMO E HOMOFOBIA

03 de outubro de 2009
SINDICATO DOS BANCARIOS PA/AP
Belém Pará Amazônia Brasil

O I Fórum Social LGBT “Um outro Mundo só e possível sem machismo, racismo e homofobia.”- FSLGBT III Colóquio LGBT busca reunir um amplo leque de militantes sociais e acadêmicos com o objetivo de aperfeiçoar o entendimento mútuo sobre Direitos Humanos e combater quaisquer forma de preconceito. É um encontro que reunirá ativistas e acadêmicos dos Direitos Humanos da sociedade civil organizada, dentre elas: Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis Transexuais, Negros, Mulheres, Prostitutas, Jovens, deficientes físicos, pessoas vivendo com HIV/AIDS e outros, para trocar experiências e aprender uns com os outros, ter acesso a uma perspectiva inovadora sobre temas na área e favorecer o trabalho em rede.
O III Colóquio tem como intuito proporcionar um efeito multiplicador que beneficie tanto os participantes como suas organizações.

O III Colóquio será em forma de perguntas e respostas, onde os participantes farão perguntas entre sí e com o facilitador do assunto.
Neste sentido, o objetivo do FSLGBT é combater o preconceito dentro do território paraense em todos os seus aspectos. "teremos no Fórum a participação dos diversos movimentos sociais e iremos discutir todas as formas de se eliminar os diversos tipos de preconceito, seja ele contra a mulher, contra o negro, contras as Pessoas que Vivem com o HIV e AIDS e a população LGBT" Explica Paulo Lessa.

O FSLGBT está estruturado em palestras, oficinas e grupos de trabalho, nos quais profissionais com experiência na área discutirão tópicos relacionados ao tema permanente do FSLGBT: “Fortalecendo os Direitos Humanos e combatendo o preconceito".
Durante a manhã será realizadas as conferências gerais e durante a tarde os participantes trabalharão em oficinas e grupos de trabalho.

A seleção dos participantes buscará reforçar a participação dos grupos de maior vulnerabilidade em relação à violação dos Direitos Humanos.
Em suas duas primeiras edições, o Colóquio foi organizado pela ONG
APOLO – GRUPO PELA LIVRE ORIENTAÇÃO SEXUAL

"Além das discursões teremos apresentação cultural, a apresentação de um curta metragem, chamado 'Café com Leite' e também o lançamento da Griffe de camisetas com temática LGBT do APOLO" acrescenta Roger Nascimento.

Atenciosamente,

Paulo Lessa
Coordenador Executivo do I Fórum Social de Combate o Preconceito e III Colóquio
Presidente do APOLO
Serviço: Informações e incrições: Paulo Lessa 91 32013613(Horário Comercial) 88240581/82023660

sábado, 12 de setembro de 2009

A fé dos homofóbicos



"Dizem eles que a criminalização da homofobia levará à prisão em massa de pastores e padres, e viveremos todos sob o domínio gay. A história ensina que essa lei será aprovada, e a vida seguirá seu curso regular, sem nada de extraordinário"
Em 1946, quando os negros reivindicaram a inclusão de alguns direitos na Constituição, foi um salseiro. Foram acusados de antidemocráticos e racistas por congressistas e estudantes da UNE
.


Em 1988, a Constituição promoveu o racismo de contravenção a crime. Ninguém chiou. Na década de 50, quando se discutia o divórcio, teve cardeal dizendo que se devia pegar em armas para combater a proposta. Em 1977, o Congresso aprovou o divórcio. Não houve tiroteio, e a igreja do cardeal nunca mais tocou no assunto. Recordar é viver.

Agora, os evangélicos estão anunciando o apocalipse caso o Senado faça o que a Câmara já fez: aprovar lei punindo a homofobia com prisão. A lei em vigor pune a discriminação por raça, cor, etnia, religião e procedência nacional. A nova acrescenta a punição por discriminação contra homossexuais. Cerca de 1 000 evangélicos tentaram invadir o Senado em protesto. Dizem que a criminalização da homofobia levará à prisão em massa de pastores e padres, e viveremos todos sob o domínio gay. A história ensina que, cedo ou tarde, a lei, ou outra qualquer com objetivo similar, será aprovada, e a vida seguirá seu curso regular sem nada de extraordinário.

Os evangélicos e aliados dizem que proibir a discriminação contra gays fere a liberdade de expressão e religião. Dizem que padres e pastores, na prática de sua crença, não poderão mais criticar a homossexualidade como pecado infecto e, se o fizerem, vão parar no xadrez. É uma interpretação tão grosseira da lei que é difícil crer que seja de boa-fé.

Tal como está, a lei não proíbe a crítica. Proíbe a discriminação. Não pune a opinião. Pune a manifestação do preconceito. Uma coisa é ser contra o casamento gay, por razões de qualquer natureza. Outra coisa é humilhar os gays, apontá-los como filhos do demônio, doentes ou tarados. É tão reacionário quanto uma Ku Klux Klan alegar que a proibição da segregação racial fere sua liberdade de expressão. Querem a liberdade de usar a tecnologia Holerite de cartões perfurados pela IBM?

Alegam que a liberdade religiosa fica limitada porque combater o pecado vira crime. É um duplo equívoco. O primeiro é achar que uma doutrina de crença em forças sobrenaturais autoriza o fiel a discriminar o herege. O segundo é atribuir à lei valor moral. O direito penal não é instrumento para infundir virtudes. É um meio para garantir o convívio minimamente pacífico em sociedade. Matar é crime não porque seja imoral, mas porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada.. Dúvidas? Recorram ao Supremo Tribunal Federal. Na democracia, é assim.. Lei não é bíblia de moralidade.

O que essa proposta pretende dar aos gays, e sabe-se lá se terá alguma eficácia, é aquilo a que todo ser humano tem direito: respeito à sua integridade física e moral. Os evangélicos, pelo menos os que foram a Brasília, dão prova de desconhecer que seres humanos não diferem de coisas só porque são um fim em si mesmos. Os seres humanos diferem das coisas porque, além de tudo, têm dignidade. As coisas têm preço.


Escreva para o autor no endereço colunadopetry@abril.com. br